quinta-feira, 30 de outubro de 2008

NAS VELAS DO VENTO | A LUTA PELO PÃO

Embora ainda existam moinhos de vento nas zonas rurais, quase todos parecem nostalgias do passado. No entanto, durante séculos e séculos os moinhos de vento estiveram na vanguarda da tecnologia. Recentemente, após décadas de esquecimento, mereceram alguma atenção. Vamos viajar pela a história de como o moinho de vento tem se adaptado às constantes mudanças dos ventos dos tempos e das suas ecessidades.
Tudo viveu da necessidade básica de fazer pão a partir do esmagamento de cereais. Para obter a farinha para o pão, os povos antigos, como os israelitas, moíam grãos comestíveis em moinhos manuais,
Números 11:7, 8, fazendo rodar manualmente pedra sobre outra, em tarefa pesada e árdua. Com o tempo, as pedras mais pesadas, já conhecidas como mós, giradas por burro ou outro animal de carga, foram ganhando espaço e ficando populares, Mateus 18:6.
O homem já havia aprendido a aproveitar a energia hídrica com a azenha e a energia eólica com o barco à vela. Talvez na Ásia ou no Médio Oriente Médio, por volta do sétimo século era cristã, os dois mecanismos foram combinados para fazer com que o vento pudesse mover as pedras de um moinho. As velas dessa nova invenção, movidas pela força do vento, faziam girar um eixo vertical que ficava preso a uma mó que rodava sobre uma outra fixa. Esse tipo rudimentar de moinho de vento servia para moer trigo ou cevada, bem como para bombear água, acabando por provar que a necessidade é mesmo a mãe de quase todas invenções!

Sem comentários: